Este "blog" objetiva servir de ferramenta de pesquisa e de diálogo constante com o público. Os textos são originais e trazem o ponto de vista do autor acerca de inúmeras temáticas. Boa leitura!
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domingo, 19 de setembro de 2021
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
A VIOLÊNCIA VIRTUAL
A Violência Virtual
A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 tem como tema: "Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor". Esse tema me faz pensar muito sobre as redes sociais, mais especificamente sobre a falta de comunicação nas redes e fora delas. "Compromisso de amor". A escolha da palavra "compromisso" me faz refletir sobre a responsabilidade que temos que ter com o uso das nossas palavras, até porque isso faz toda a diferença em um diálogo. As vezes nas redes sociais nós falamos, falamos e falamos, enquanto pessoalmente não fazemos nada sobre o assunto. Acabamos passando uma ideia de que as coisas são fáceis, de que nossas vidas são perfeitas e que pode ser fácil lidar e discutir sobre algumas coisas. E a verdade é que não é nada fácil. Quantas vezes você já não viu pessoas nas redes sociais tachando suas vidas como perfeitas? Ou então aquela vez que você viu uma pessoa julgar a outra só porque a vida dela é "mais fácil"? Ou o mais comum ainda: quantas vezes já não viu as pessoas julgando as outras, e para piorar, pessoas que nem sequer conhecem? tenho certeza de que você já se deparou com isso mais de uma vez. E sim, tudo isso tem a ver com diálogo. As pessoas simplesmente não sabem dialogar, e a verdade é que elas não se importam com isso. Se as pessoas soubessem usar as palavras da forma correta, não haveria tantas discussões desnecessárias, tantos julgamentos e imaturidade. Toda essa confusão acaba levando ao machismo, desrespeito com pessoas LGBTQIA+, racismo, xenofobia, kink shaming e outras coisas horríveis que não são e nunca serão justificáveis. Talvez algumas pessoas não entendam o porquê de isso ter qualquer relação com a campanha da fraternidade, mas têm vários motivos para falarmos sobre a violência virtual (e não só virtual) quando estamos falando sobre diálogo. As pessoas não dão a mínima para as palavras que elas usam, ainda mais virtualmente, já que elas sabem que provavelmente não vão sofrer consequências por causa de seus atos ignorantes. As pessoas precisam aprender que não é só porque elas podem falar algo sobre uma coisa, que significa que elas devem fazer isso. Dar uma opinião sobre um assunto e ser desrespeitoso e intolerante ão coisas completamente diferentes.
Contardo Luigi Calligaris, um renomado escritor, psicanalista e dramaturgo italiano radicado no Brasil, fala um pouco sua opinião sobre a violência virtual e a intolerância nas redes sociais:
"Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos pelos seus amigos e seguidores, e se sentir de alguma coisa validado. Ou seja, as redes sociais produzem uma espécie de validação do seu ódio que era muito mais difícil antes de elas existirem e se tornarem tão importantes na vida das pessoas. Isso não tem remédio porque não podemos voltar atrás, e essa é certamente a parte menos interessante das redes sociais, que em contrapartida têm efeitos sociais muito positivos. É uma coisa um pouco ridícula ouvir isso de um psicanalista, mas eu acho que o discurso de ódio nas redes sociais é algo que deveria ser perseguido, deveríamos ter limites claros ao que é o campo da liberdade de expressão, que é intocável, e o momento em que aquilo se torna uma ameaça e deveria receber imediatamente a atenção da polícia e do Judiciário."
A violência virtual afeta as pessoas mais do que muitos pensam, muitas vezes causando problemas psicológicos nas vítimas. O hospital Santa Mônica falou um pouco sobre a relação da depressão e do cyberbullying em seu site: "Agora, o que muitos não imaginam é que o bullying e o cyberbullying podem estimular significativamente os quadros de mutilação corporal entre os jovens, e nos casos mais intensos, resultar em suicídio. Para se ter uma ideia, em 2016 a Safernet, uma organização não governamental (ONG), recebeu diversas denúncias de crimes que ocorreram no campo virtual. Dessas acusações, 39,4 mil páginas da internet — entre sites, blogs e publicações nas redes sociais — foram denunciadas por violar os direitos humanos. Nesses conteúdos, foi possível identificar comentários racistas, intimidadores e com incitação à violência. É exatamente aí onde mora o perigo: muitas vezes o cyberbullying passa despercebido pelos adultos. Com isso, os jovens e as vítimas desses crimes se sentem infelizes, os níveis de estresse aumentam e a violência pode acabar provocando depressão profunda. Sem saída e com dificuldades para encontrar uma solução para o problema, o indivíduo acredita que, ao tirar a própria vida, o transtorno acaba."
Não está tudo bem em sair comentando qualquer coisa e sobre qualquer coisa só porque você sabe que ninguém vai te impedir. Não está tudo bem em ser uma pessoa intolerante. Não está tudo bem em fazer comentários ignorantes e infelizes sobre pessoas e assuntos que muitas vezes você nem tem conhecimento sobre. Não está tudo bem em normalizar essa "liberdade de expressão" se nela também se encaixa essa infelicidade e esse ódio gratuito da sociedade hipócrita em que vivemos. Toda essa intolerância e violência virtual é pura covardia, e nunca deve nem tentar ser justificada.
"A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora."
- Benedetto Croce
Thaíse Stecker
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
ALUNO, PARÂMETRO DELE MESMO
ALUNO, PARÂMETRO DELE MESMO
Prof. Gilvan Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog: profgilvanteixeira.blogspot.com.br
Na educação brasileira o que sobra em chavões, falta em qualidade. Os surrados clichês são incapazes de esconderem o flagrante caos em que se transformou o ensino nacional. Aprende-se pouco e aprende-se mal, em todas as etapas da Educação Básica e no ensino superior, salvo – obviamente – raras e honrosas exceções. O hecatombe educacional resulta, sabemos, de inúmeros e complexos fatores: insuficiência e mal uso de recursos públicos, precariedade física das instituições de ensino, despreparo dos professores, aviltantes salários pagos aos docentes, incompetência dos gestores à frente das Direções de escolas, Secretarias de governo loteadas por agentes políticos muitas vezes sem o menor compromisso com a educação, falta de acompanhamento e cumplicidade das famílias em relação à aprendizagem, indisciplina e descaso escolares por parte dos educandos, etc.. Problemas, portanto, não faltam. Contudo, em que pese o pífio nível de aprendizagem de nossas crianças e jovens – com inúmeras e graves consequências sociais, políticas e econômicas, por exemplo – o que vemos é uma grande apatia, escassez de vontade e indiferença frente ao dantesco quadro. É o que mais nos assusta e preocupa! Apesar de um discurso aqui, outro acolá, por vezes tomado de um corporativismo doentio, a impressão é que jogou-se a toalha. Tamanho problema agravou-se, ainda mais, com o advento da pandemia de Covid-19. O que era terrível ficou ainda pior. A sujeira há muito jogada sob o tapete, agora aparece às claras. Nossos alunos não deixaram de aprender em função do distanciamento social. Este apenas desnudou a imundície outrora mal escondida. Nossas escolas, Conselhos de Educação, gestores, professores mostraram ser – neste modelo fracassado – “dispensáveis”. Na melhor das hipóteses, a maioria das instituições, ditas de ensino, demonstra ser mero passatempo ou depósito de pessoas, mas não centros de pesquisa, construção do saber ou promotores da verdadeira cidadania. Há muito, não temos feito a diferença! Há muito, estamos mortos! Só falta enterrar. A pandemia, talvez, tenha servido para isso. Discutimos o número de dias letivos, carga horária, diferenciações conceituais… Por que não discutirmos o que é prioritário? Por que nossos alunos não aprendem? Por que passam mais de uma década dentro da escola e não sabem escrever com o mínimo de clareza ou interpretar um singelo texto? Por que são incapazes de resolverem uma simples equação? Por que mal escrevem ou falam a língua nativa? Por que demonstram dificuldade na pesquisa e elaboração de uma dissertação? Precisamos sim reinventar a roda! Urge revermos a forma de ensinar, deixando de lado discursos vazios e priorizando resultados. Assim como se espera a melhora do enfermo quando do diagnóstico e receituário dado pelo médico, também o processo ensino-aprendizagem deve levar ao efetivo crescimento do educando. Basta de mediocridade! Estamos idiotizando gerações inteiras, privando nossas crianças e jovens de um direito universal, (de)formando adultos flagrantemente incapazes de olharem além do próprio umbigo. Quem ganha com isso, senão aqueles que – há muito – surrupiam nossos sonhos e violam direitos básicos de nossa gente? O aluno é parâmetro dele mesmo! Qual parâmetro? Aquele que ninguém sabe qual é? Aquele que sequer o educador conhece? Frases como essa denunciam não apenas nossa incompetência enquanto educadores, mas também o medo da mudança. Intencionalmente ou não, revela nossa modorrenta teimosia em insistir no erro. Precisamos, assim como o aluno, ser avaliados constante e permanentemente em nossas práticas docentes. Estão dando bons e efetivos resultados? Foram alcançadas as metas (eis aqui uma expressão que causa pânico em muitos profissionais da educação…) estabelecidas? Ocorreu, de fato, a aprendizagem? Esta foi devidamente verificada e comprovada? Daí a importância da escola e seus profissionais também serem avaliados e cobrados pela sociedade. Educação não é espaço para novatos, aventureiros e descompromissados. Ao contrário, é algo muito sério, pois que base para o desenvolvimento social e econômico de um país. Precisa ser a “menina dos olhos” de todos os governos, o alicerce das políticas de Estado e a prioridade das famílias. O bom professor precisa ser valorizado por meio de um salário justo (não essas migalhas que hoje são jogadas a ele), de uma formação permanente, de um plano de carreira atrativo, pelo reconhecimento social… Por outro lado, precisa fazer a diferença, demonstrar afinco, produzir resultados. Estabeleçamos e tornemos claros os parâmetros que desejamos não apenas para o educando, mas também para nós mesmos, profissionais da educação.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
SILENCIADA
Silenciada
Thaíse Stecker Andrade
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
ALGODÃO ENTRE CRISTAIS
ALGODÃO
ENTRE CRISTAIS
Prof. Gilvan
Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog:
profgilvanteixeira.blogspot.com.br
A frase do Ministro Marco Aurélio Mello, do STF,
quando da discussão acerca de sua decisão irresponsável, que levou à soltura de
um grande traficante, é emblemática. Dirigindo-se ao Presidente da Corte, disse
que o mesmo deveria ser como “algodão entre cristais”. Como devemos interpretar
a fala do Ministro (com letra maiúscula, para não ofendê-lo...)?
Corporativista, arrogante, presunçosa... O certo é que o “ato falho” deixa às
claras como ele – assim como a maioria de seus pares – se vê. A postura do
Excelentíssimo Ministro é da mesma linhagem do “você sabe com quem está falando?”
(DaMatta), típica de um país ainda preso a um passado colonial e escravista,
onde a vez e a voz pertenciam (passado?) aos coronéis. Curiosamente, foi o
Digníssimo Ministro indicado pelo primo, sabidamente um descendente dos
coronéis de Alagoas. Com a devida vênia, quiçá, pura “coincidência”. A Suprema Corte, que deveria reunir o que há
de melhor e mais competente na carreira da magistratura, é a cara de um Brasil ainda
oligárquico, onde uma ínfima minoria goza de privilégios – ainda que sob a
roupagem de legalidade (quem faz as leis?) – sustentados por uma maioria que há
muito vegeta na penúria, na falta de oportunidades, na omissão criminosa de um
Estado mastodôntico e ineficiente. Para que os “cristais” e “algodões” (farinha
do mesmo saco, pois fosse no universo da periferia tal conluio seria tipificado
como “organização criminosa”) existam, há que se ter, no mínimo, quem os
reconheça como tais, que os valorize como tais. Que sociedade é esta onde os “cristais”
valem mais do que aqueles que os pagam? Não terá passado da hora de colocarmos
os “pingos nos is”, os “bois na frente da carreta” e os “cristais” em seu devido
lugar? Dizem que uma omelete só faz quebrando os ovos. Não será o momento de
quebrarmos os “cristais” para que entendam a quem, de fato, pertencem? O
escárnio nascido no pomposo Plenário da Suprema Corte não surpreende, mas
apenas revela o quanto estamos distantes do verdadeiro sentido do que seja um “servidor
público”. Como bem lembra Cortella, “um poder que se serve, em vez de servir, é
um poder que não serve”. A presente Corte não serve, pois que fruto de
indicações políticas e descompassada com os novos tempos. Um STF incapaz de
compreender o real sentido e utilidade do garantismo, cego pelo brilho dos “cristais”
como se estes últimos fossem um fim em si mesmos. Uma Corte mais preocupada com
as ignóbeis vaidades pessoais (e dos grupos aos quais representam) e perdida em
verborreias jurídicas vazias (a palavra é poder) do que com a aplicação da
justiça. Seja o Supremo o farol último do bom Direito e não o covil daqueles
que buscam a impunidade. Torço pelo dia em que os verdadeiros “cristais” ocupem
as confortáveis cadeiras da Corte, refletindo não o brilho de egos, mas de um
povo sadio, próspero, feliz e confiante em suas instituições.
PROFESSOR
PROFESSOR
Prof. Gilvan Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog:
profgilvanteixeira.blogspot.com.br
Ser professor neste país é, por um lado,
algo inglório. Uma profissão marcada por incontáveis e complexos problemas.
Escolas precarizadas, péssimas condições de trabalho, indisciplina escolar,
descompromisso das famílias, salários vexatórios, falta de reconhecimento
social (discurso não é suficiente…), políticas públicas equivocadas ou
inexistentes, sindicatos fragilizados pelos mesmos vícios que alegam combater…
Enfim, um infindável rol de intempéries e dissabores. Como nada é tão ruim que
não possa piorar, a pandemia agravou – ainda mais – o quadro. Por outro lado,
ser professor é extraordinariamente maravilhoso… Há cerca de vinte e oito anos
(com um pé na aposentadoria…) leciono, seja em escolas privadas (desde 1992),
ou públicas (a partir de 1994), sempre com uma jornada de trabalho extenuante,
como forma de garantir uma renda minimamente suficiente para garantir à família
(sim, professor tem família!) algum conforto, ainda que singelo. Durante todo
esse tempo, passaram por este velho professor milhares de alunos e alunas,
incontáveis pais, muitos colegas de profissão… Sem dúvida, as boas lembranças
superam, de longe, as más. Muito mais aprendi do que ensinei. Aprendi que não
se faz boa educação sem formação de vínculos, estes imprescindíveis no processo
ensino-aprendizagem. Quantas relações firmadas e assentadas no afeto, no
respeito, na cobrança (quem ama, exige…), na partilha. Quantos homens e
mulheres forjados no ambiente da escola. Feito estrelas, estão por aí,
brilhando como acadêmicos, pais, profissionais de toda ordem. Espero que, acima
de tudo, brilhando como cidadãos questionadores sobre si mesmos e sobre o mundo
confuso e turbulento que os (nos) rodeia. Ser professor é teimar em acreditar
na possibilidade de mudarmos o status quo perverso que alija a maior
parte de nossa gente. É crer no poder da educação como ferramenta de
transformação social e subversão de uma (des)“ordem” que aliena, cria e reforça
a desigualdade entre as pessoas. É debater-se contra um Estado que,
historicamente, anda de mãos dadas com uma elite boçal, atrasada e acostumada a fazer do bem público algo privado. É tensionar as famílias a assumirem seu
compromisso como principais responsáveis pela formação ética do sujeito.
Parafraseando um célebre escritor, o professor é, antes de tudo, um forte! Mais
do que isso, é um “norte” em meio ao encapelado mar, onde as enormes ondas da
desesperança, da indiferença, do preconceito, do autoritarismo – ainda que sob
uma roupagem de democracia – se lançam contra a poesia que nasce do coração
daqueles que creem e lutam por dias menos sombrios. Um abraço no coração de
todos meus alunos e ex-alunos, e em especial no de meus colegas de profissão.
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
A LÁPIDE
A LÁPIDE
Prof. Gilvan Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog: profgilvanteixeira.blogspot.com.br
Não se faz mais lápide como antigamente… Os mais jovens sequer sabem do que se trata. A lápide moderna, se presente, quando muito traz os limites cartoriais da vida: nascimento e morte. Não mais do que isso. Tamanha pobreza quiçá revelando uma vida banal, morna, sem instantes capazes de merecerem um texto, uma frase ou mesmo uma singela palavra. Revela, talvez, a incapacidade de quem fica em reconhecer, por meio de palavras póstumas, os valores e atributos de quem partiu. Mesmo quando talhados, os adjetivos sobre a lápide soam frios como a própria pedra, frieza esta ou produto da simbiose entre as letras e a tábula mortuária, ou fruto da formalidade vazia de sentimento. Uma espécie de vale de ossos secos! Nada mais (in)apropriado para um cemitério… Sou daqueles que acreditam que a lápide deveria ser erigida em vida e para os vivos. São estes que sentem, veem, ouvem, cheiram, sorriem, choram… São estes que, por meio da palavra, do afeto, da acolhida e do reconhecimento podemos salvar das tristes garras da dolorosa depressão. São estes que, por meio da palavra (ela tem poder!), podemos abençoar, animar, fortalecer, elogiar… São estes, que por meio da palavra, podemos transformar (e nos transformar!), apontar novos caminhos, construir as pontes que ligam os sonhos à realidade. A palavra é tudo! Ela constrói e destrói, faz brotar e aniquila, eleva e sepulta… Portanto, precisa ser garimpada, cuidadosamente selecionada, dado o valor e importância que tem. Deve coroar vidas e abrilhantar relacionamentos, muito mais do que – feito vasos de flores mortas – dormir esquecida sobre a pedra fria de uma lápide.
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
DIA DO VEREADOR
DIA DO VEREADOR
Prof. Gilvan Andrade
Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog:
profgilvanteixeira.blogspot.com.br
Dia 01 de outubro! Alguém sabia
tratar-se do Dia do Vereador? Não,
provavelmente! Afinal, que espécie é essa? Quase sempre um misto de
sanguessuga, fantasma e porco. Sanguessuga porque exaure boa parte dos
recursos públicos, sem – nem de perto – fazer a contraprestação daquilo que
recebe. Geralmente ganha mais (muito mais…) do que professores, policiais e
profissionais da saúde, por exemplo, em que pese – muito comumente – ser boçal
e pouco dado ao trabalho. Apesar de bizarro, dá um braço (não o dele, mas o de
outrem) para aparecer na foto. Costuma sair da toca de quatro em quatro anos,
em busca do voto do eleitor, quase sempre um incauto analfabeto político,
destituído de memória e alijado da verdadeira cidadania. Daí o Vereador
parecer, também, fantasma. Vez por outra, abandona seu túmulo (opa,
gabinete!) na busca desesperada do famigerado “apoio popular”, pois que é a
seiva que o alimenta. Para isso, conta com um séquito de CCs a dividirem o
tempo entre bajulações – indispensáveis para manutenção dos cargos – e a
estúpida sacudidela das bandeiras em período de campanha. Este, por sinal, é um
dos raros momentos em que, feito porco, a dita espécie abandona a
pocilga e vai para a rua. Veste-se como povo, fala como povo, comporta-se como
povo, mas cheira a porco. É titubear, lá está ele a emporcalhar-se com seus
velhos hábitos do chiqueiro. Sobra discurso e falta ação. Sobram alianças
espúrias e falta coerência. Ontem advogava para a raposa, hoje veste pele de
cordeiro. Passou da hora de fazermos da Câmara a “casa do povo”, de todo o
povo, não desta ou daquela família (algumas delas, feito baratas, a ocuparem
postos estratégicos em todos os cantos e frestas do Poder Público). Passou da
hora de termos na Câmara homens e mulheres comprometidos com as demandas
sociais. Representantes que honrem o voto recebido e sejam porta-vozes dos
segmentos que os elegeram. Passou da hora de repensarmos o número de
vereadores, a quantidade de recursos públicos a eles destinados, os salários a
eles pagos. Façamos do voto uma poderosa ferramenta de mudança. Expurguemos da
vida pública as sanguessugas, os fantasmas e os porcos, ainda que mimetizadas
em forma de “pessoas de bem”. Faça da urna a pira da mudança, onde sejam
queimadas todas aquelas práticas condenáveis que têm, ao longo da história,
trazido tanta dor e desesperança. Por meio de teu voto, qualifique o
Legislativo. A escolha de um nome para vereança é tão livre quanto séria,
repercutindo diretamente sobre tua vida, o bem-estar de quem amas e sobre o
futuro de tua cidade. Passado o pleito, vem o mais difícil: acompanhar de perto
o trabalho não apenas de quem escolheste para te representar, mas de todos os
vereadores. A Câmara, meus amados, é a TUA casa. Portanto, cuide dela e a
mantenha limpa das “infestações”. Exija de teu candidato e, quem sabe, futuro
vereador, coerência, ética, competência, honestidade, compromisso com o bem
público... Vale lembrar que a democracia não é algo dado, mas construído. O que
semeares hoje, por certo, colherás amanhã. Deposite na urna boas sementes,
donde nasçam ROSAS e não sanguessugas, fantasmas ou porcos...
domingo, 3 de maio de 2020
ALGUMAS AULAS DO PROFESSOR GILVAN (UNIVERSITÁRIO 2020)
Sociologia - Conceitos de trabalho
https://www.facebook.com/groups/548930942283401/permalink/820347375141755/
Sociologia - Estratificação e desigualdade social (1)
https://www.facebook.com/groups/528911347980546/permalink/580496162822064/
Sociologia - As fases do Capitalismo
https://www.facebook.com/groups/399105927205897/permalink/874499889666496/
Filosofia - Atitude filosófica
https://www.facebook.com/groups/399105927205897/permalink/879657812484037/
Sociologia - o trabalho no Brasil
https://www.facebook.com/groups/548930942283401/permalink/804907806685712/
Sociologia - Sociedade dos indivíduos
https://www.facebook.com/groups/528911347980546/permalink/566115130926834/
Filosofia - Formas de governo e de sociedade
https://m.facebook.com/groups/528911347980546?view=permalink&id=571038917101122
