Gilvan
Este "blog" objetiva servir de ferramenta de pesquisa e de diálogo constante com o público. Os textos são originais e trazem o ponto de vista do autor acerca de inúmeras temáticas. Boa leitura!
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sábado, 17 de janeiro de 2026
ATIVIDADE DE GEOGRAFIA ENSINO MÉDIO INSTITUTO SÃO FRANCISCO - SANTA FAMÍLIA
quarta-feira, 30 de julho de 2025
DISCURSO DE FORMATURA DA EJA 2025-1
DISCURSO DE
FORMATURA 2025-1
Prof. Gilvan Teixeira
Boa noite!
Vinte
e dois de julho de 2025! Mais uma noite, como tantas outras? Não, absolutamente!
Muito pelo contrário. Trata-se de uma noite especial. Para este quase
aposentado Professor, instante de honra ao ser homenageado pelos queridos
alunos do Bloco 9A da EJA Fidel Zanchetta. Para esses formandos, momento de
glória, afinal a Formatura coroa uma trajetória, incontáveis lutas e desafios,
muitos deles guardados em segredo. Dificuldades econômicas, conflitos
familiares, sonhos não realizados. Por detrás de cada um desses rostinhos, uma
vida, uma história. Vocês, meus amados e amadas, são o mais fiel retrato da
Educação de Jovens e Adultos no município de Cachoeirinha. Assim como nós –
profissionais da educação – vocês são teimosos, bravos, resilientes. Apesar de
todo descaso com o ensino público e dos inúmeros obstáculos impostos por
aqueles que deveriam zelar pela educação na cidade, nós professores e vocês,
formandos, não desistimos. Seguimos acreditando no poder transformador do
conhecimento, pois que libertador, capaz de romper com os vergonhosos vícios
culturais e com as criminosas amarras que impedem o desenvolvimento
socioeconômico da cidade, do estado e do país. Qualidade de vida não se resume
a dados lançados numa planilha, facilmente manipulada, mas se traduz por meio
de serviços públicos de qualidade: saúde, saneamento, transporte, segurança... A
educação é o “alfa” e o “ômega”, o princípio e o fim desse processo, pois é ela
que melhor indica o grau de seriedade e compromisso dos gestores com o real
interesse público.
Queridos formandos e formandas, façam do “diploma” que
receberam não a “conclusão”, mas sim o “início” para novos e mais ousados
desafios. Sigam estudando, ampliando horizontes. Façam a diferença onde quer
que estejam, semeando ética, honestidade, respeito, empatia, solidariedade,
compromisso com a verdade. Não negociem o voto e nem, tampouco, a consciência. Jamais
permitam que te imponham limite à liberdade (com responsabilidade, é claro) ou
te impeçam de sonhar. Carreguem com vocês as boas lembranças construídas
durante o tempo em que estivemos juntos. Alimentem a esperança e que esta
cresça forte – como a Esther (filhinha do formando Renato) – no coração de cada
um e cada uma de vocês. Desejo muito sucesso e jamais esqueçam este velho
Professor. Beijo no coração! Muito obrigado...
segunda-feira, 30 de junho de 2025
TEXTOS E ARTIGOS NO "FACEBOOK"
01/03/24
Big Brother, como é possível uma pessoa em sã consciência assistir? Confesso ser mais fácil acertar os números da Mega-Sena (uma chance em cinquenta milhões...) do que encontrar argumentos para responder a indagação. Contudo, tal "gosto" não surpreende toda vez que lembro dos membros da Câmara, por exemplo! Ou quando vislumbro a imensa quantidade de lixo na cidade. Ou, ainda, quando enfio o pneu da minha motinho numa das crateras daquilo que alguns chamam de "asfalto". Não surpreende, quando vejo inúmeras famílias sem saneamento básico ou jogadas às moscas, desrespeitadas em seus direitos básicos (saúde, educação, segurança, etc.). Os olhos na "Casa" da telinha não me surpreendem quando lembro das ditas "terceirizadas" prestando serviço de porco e surrupiando dinheiro público por meio de licitações suspeitas. Como ficar surpreso com o gosto pelo programa quando se convive com o aparelhamento do Estado para obtenção, manutenção e perpetuação de privilégios? Não surpreende, quando vejo a falta de água num dia sim e noutro também, ou ao ver o emaranhado de fios caindo dos postes a colocar em risco a vida das pessoas e tornando a cidade ainda mais feia. Não surpreende, ao ver uma "ciclovia" feita a preço de ouro e tomada de postes impedindo o trânsito de bicicletas (não entendeste? Eu, menos ainda...). Olha, talvez o Big Brother não seja tão ruim assim... Abraço no coração, meus brothers!
03/03/24
Big Brother, como é possível uma pessoa em sã consciência assistir? Confesso ser mais fácil acertar os números da Mega-Sena (uma chance em cinquenta milhões...) do que encontrar argumentos para responder a indagação. Contudo, tal "gosto" não surpreende toda vez que lembro dos membros da Câmara, por exemplo! Ou quando vislumbro a imensa quantidade de lixo na cidade. Ou, ainda, quando enfio o pneu da minha motinho numa das crateras daquilo que alguns chamam de "asfalto". Não surpreende, quando vejo inúmeras famílias sem saneamento básico ou jogadas às moscas, desrespeitadas em seus direitos básicos (saúde, educação, segurança, etc.). Os olhos na "Casa" da telinha não me surpreendem quando lembro das ditas "terceirizadas" prestando serviço de porco e surrupiando dinheiro público por meio de licitações suspeitas. Como ficar surpreso com o gosto pelo programa quando se convive com o aparelhamento do Estado para obtenção, manutenção e perpetuação de privilégios? Não surpreende, quando vejo a falta de água num dia sim e noutro também, ou ao ver o emaranhado de fios caindo dos postes a colocar em risco a vida das pessoas e tornando a cidade ainda mais feia. Não surpreende, ao ver uma "ciclovia" feita a preço de ouro e tomada de postes impedindo o trânsito de bicicletas (não entendeste? Eu, menos ainda...). Olha, talvez o Big Brother não seja tão ruim assim... Abraço no coração, meus brothers!
06/03/24
Haiti, mais um país de joelhos para o crime organizado. A lista não para de crescer, infelizmente. Entristece, preocupa, mas não surpreende. Afinal, o crime - inclusive no Brasil -, primeiro é muito mais organizado do que o Estado. Segundo, as organizações criminosas são, cada vez mais, globais, tendo suas ramificações mundo afora, rompendo e corrompendo fronteiras. No Haiti, de uma só vez, mais de dois mil presos escaparam da prisão. Ao menos, por lá, a "transparência" é maior. Já por aqui, é mais sutil... Por vezes, fruto do canetaço de magistrados prepotentes, arrogantes e incompetentes. Outras, pela cumplicidade de agentes públicos corruptos a fazerem vistas grossas. O Haiti escancara aquilo que escondemos. A republiqueta centro-americana é a foto nua e crua das mazelas típicas deste malfadado continente, cujas veias não cicatrizam, machucadas que são pela estupidez de uma elite insensível. Abraço!
06/03/24
Haiti, mais um país de joelhos para o crime organizado. A lista não para de crescer, infelizmente. Entristece, preocupa, mas não surpreende. Afinal, o crime - inclusive no Brasil -, primeiro é muito mais organizado do que o Estado. Segundo, as organizações criminosas são, cada vez mais, globais, tendo suas ramificações mundo afora, rompendo e corrompendo fronteiras. No Haiti, de uma só vez, mais de dois mil presos escaparam da prisão. Ao menos, por lá, a "transparência" é maior. Já por aqui, é mais sutil... Por vezes, fruto do canetaço de magistrados prepotentes, arrogantes e incompetentes. Outras, pela cumplicidade de agentes públicos corruptos a fazerem vistas grossas. O Haiti escancara aquilo que escondemos. A republiqueta centro-americana é a foto nua e crua das mazelas típicas deste malfadado continente, cujas veias não cicatrizam, machucadas que são pela estupidez de uma elite insensível. Abraço!
06/03/24
Ano eleitoral deveria ser beatificado... Milagres acontecem, a cada quatro anos, nas cidades do país. Multiplicam-se os "santos do pau oco", operando "curas" milagrosas. O asfalto que ontem não existia, repentinamente aparece! É verdade que não mais do que uma casquinha, mas o suficiente para sair na foto e aguentar até outubro. Depois? Ah, depois é depois... Afinal, a memória do eleitor é menor do que titica de galinha. Dessa falta de virtude, alimenta-se o larápio, mentiroso, lacaio que ocupa a cadeira do Executivo e da dita "Casa do Povo". É no ano eleitoral que as promessas frutificam, só menos do que os cabides de emprego nas repartições públicas. Caem de paraquedas, da noite para o dia, nas Secretarias, figurinhas jamais vistas noutros tempos. Quem são? Indicação do Fulano, do Beltrano, do Ciclano... Verdadeira farra com dinheiro do contribuinte! O mesmo que, por sinal, reelege o Fulano, o Beltrano e o Ciclano. Triste e lamentável ironia... No ano eleitoral, candidatos até seguram criancinha pobre e ranhenta no colo. Correm atrás do caminhão do lixo, juntam galhos, acolhem animais abandonados, prometem desde telhas e tijolos até vagas em escolas e leitos hospitalares. Negociam com céu e flertam com o inferno. Tudo vale! Escondem a amante, pousam com a legítima e, tal fariseus, oram em alto som nas praças públicas, embalados pelo berimbau e com a mão sobre a Bíblia. O ecletismo religioso ressurge nos corações dos que pleiteiam uma teta gorda no úbere estatal. Ano eleitoral deveria ser beatificado! Abraço.
07/03/24
Venezuela, exemplo para quem? Exemplo de quê? A republiqueta sul-americana, assim como a nossa, é um país rico, mas subdesenvolvido. As riquezas, muito mal distribuídas, perpetuam as vergonhosas desigualdades sociais. Com um Estado a serviço de grupelhos, dando as costas à maioria, especialmente os mais pobres, figura na lista dos mais corruptos. Um governo autoritário, sob o manto de uma falsa democracia, capaz de engambelar imbecis e manter no poder um misto de bizarrice e insanidade. Pobre América Latina... Grande abraço!
08/03/24
Dia Internacional da Mulher! Mais a lamentar do que comemorar, quando voltamos o olhar para maioria dos países, dentre eles o Brasil. Apesar de serem maioria numérica, seguem constituindo uma "minoria" social, pois que discriminadas, por exemplo, no mercado de trabalho. Apesar dos avanços na legislação (por aqui, as leis existem para serem descumpridas, especialmente por aqueles que deveriam dar o exemplo), a realidade das mulheres, geralmente, tem sido dura. Tarefas múltiplas (muitas delas não reconhecidas), violência de toda ordem, pouca ou nenhuma representatividade em postos de decisão, precariedade dos serviços públicos, preconceitos estrutural e institucional... A lista é interminável. Contudo, para não dizerem que não falei de flores, também é momento de reverenciar a cada uma de vocês, MULHERES. Meu abraço especial às mulheres da minha vida e, por meio delas, registro os parabéns a todas minhas queridas amigas.
08/03/24
Só muda o endereço, mas a saga é a mesma! Caos na saúde, educação, segurança, mobilidade, saneamento... Tem sido cada vez mais difícil pinçar um, apenas um, serviço público que esteja dando certo. Sobram discursos e promessas, faltam competência e seriedade por parte dos gestores, em todas as esferas: federal, estaduais e municipais. Quem sofre é, principalmente, a população mais vulnerável, leia-se a maioria. A carga tributária irresponsável, inconsequente e insuportável não corresponde ao que a população recebe em serviços básicos. Apropriação indébita, portanto, por parte do Estado. Crime este somado ao enriquecimento ilícito de uma pequena parcela de agentes públicos encastelados nos Poderes da República. Por vezes, bate uma saudade da guilhotina... Beijo no coração!
10/03/24
LED - Luz na Educação! O Movimento diz buscar e premiar boas iniciativas - projetos e talentos - voltadas à melhoria da educação no Brasil. Válido, sem dúvida. Contudo, absolutamente insuficiente! Afinal, nem de perto traz à tona um dos principais problemas, o da desvalorização social e salarial dos profissionais que atuam nos ensinos público e privado deste país. Não por acaso, as licenciaturas, por exemplo, há muito vêm perdendo clientela e deixando a desejar no que tange à qualidade dos cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior (muitas delas, mera vendedoras de certificados). O que esperar dos "profissionais" formados por elas? Alimenta-se um triste círculo vicioso. Paga-se mal porque a percepção coletiva (por vezes equivocada) é de que o professor "entrega" pouco à sociedade. O educador, por sua vez, muitas vezes, não encontra motivos razoáveis para qualificar seu trabalho. Ao mesmo tempo, alunos e suas famílias, geralmente, entendem como suficiente o "passar de ano", como se isso atestasse qualidade de ensino. É a conhecida história do "faz de conta que ensina, faz de conta que aprende"... Para os gestores, por sua vez, mais vale a aparência! Importantes são os números de "aprovados", "evadidos" e "reprovados", sem nenhum compromisso com a triste e caótica realidade vivida dentro da esmagadora maioria das escolas deste país. Qualquer projeto ou iniciativa que busque a melhoria da qualidade de ensino que não passe pela efetiva valorização do professor estará fadada ao fracasso! Grande beijo no coração, especialmente dos meus abnegados colegas de profissão.
12/03/24
O Avesso da Pele! A obra, escrita por Jeferson Tenório, tem despertado o interesse de muitos (alavancando as vendas, possivelmente, muito além do esperado pelo próprio autor) e levado a uma enxurrada de comentários, favoráveis e contrários, nas redes sociais. Confesso que ainda não a li. Independente disso, entendo (isso vale não apenas para o referido livro, mas toda produção literária) que deva prevalecer o bom senso. Toda produção artística (teatro, cinema, música, literatura, rádio, pintura, etc), presume-se, está voltada a um determinado público, às vezes mais, às vezes menos amplo. Um dos critérios a ser levado em conta, obviamente, é a faixa etária de quem irá consumir o produto (a obra artística atende a lógica do mercado, como qualquer outra mercadoria!). Vale lembrar, inclusive, que existe legislação atinente ao assunto e órgãos que, ao menos em tese, regulam e fiscalizam eventuais abusos do mercado. Não se trata, portanto, de censura mas, isso sim, de resguardar o interesse público, proteger alguns segmentos frente à exposição a determinados produtos que ofereçam risco à saúde física ou psicológica, à formação do sujeito, aos valores éticos, a direitos universalmente defendidos, por exemplo. No caso concreto, há de levar-se em conta algumas perguntas: o tema e a forma de abordá-lo está em conformidade com o público-alvo? Este último sendo formado por menores, o cuidado é, por lei, redobrado! Outra indagação importante: quem pagará pela obra? Envolvendo recursos públicos, o zelo (exigência do próprio ordenamento jurídico) é maior, havendo necessidade de criteriosa análise prévia. Terceira pergunta: a obra será consumida por instituição privada ou pública? Neste último caso, a dita gestão democrática das escolas (quase sempre, mera obra de ficção), em parceria com suas respectivas mantenedoras, deve avalizar ou não a aquisição do material. Não existe, ao contrário do que alguns acreditam, liberdade absoluta. A máxima vale, também, no campo artístico! A matéria precisa ser analisada com um olho na razão e outro na legislação, sem que se dê asas às cegas paixões ideológicas. Ah, deixo registrado que pretendo ler a obra aqui discutida, até porque este país precisa, cada vez mais, de livros e leitores para, quiçá um dia, sairmos deste lamentável quadro político e socioeconômico sombrio que, desde sempre, nos atormenta. Beijo no coração de todos!
14/03/24
Licitação! Tenho chamado atenção para o problema. Mais um escândalo, dentre tantos, envolvendo processo licitatório. As causas para lambança com o dinheiro público são inúmeras. A quase certeza da impunidade, omissão e/ou incompetência dos órgãos internos e externos de fiscalização, indiferença e/ou desconhecimento por parte do contribuinte no que diz respeito ao assunto... Não em menor número ou menos graves são as consequências da farra com os recursos públicos. Não por acaso, o flagrante caos nos serviços básicos prestados à população. Nada, ou quase nada, funciona a contento. Prejuízo enorme na qualidade do atendimento à saúde, educação, assistência social, transporte, ruas e avenidas, áreas de lazer, segurança... Enquanto houver confusão entre interesses público e privado, não haverá saída para o problema. O conluio entre agentes públicos e "empresas" (não raras vezes, organizações criminosas com CNPJ), a visão torpe e estúpida acerca da "política", o loteamento dos espaços públicos com servidores não concursados, o uso de FGs e CCs como moeda de troca para obtenção de votos e/ou apoio de "partidos" - agem como meretrizes (às putas, perdão pela comparação!), vendendo a legenda para quem paga -, ajudam a engrossar o caldo da corrupção. Daí, meus amigos e minhas amigas, a imperiosa necessidade de fazermos uso, por exemplo, do voto. Sirva este como guilhotina a decepar as cabeças daqueles que há muito vêm fazendo do Estado ferramenta para benefício próprio, mantendo a maioria de nossos irmãos à margem da dignidade humana. Beijo enorme no coração!
domingo, 30 de março de 2025
O HOME DA CAPA PRETA
O HOMEM DA CAPA
PRETA
Alice da Silva
Braga
EJA EMEB Fidel
Zanchetta – 2024
Quando eu era menina, não tinha luz elétrica, usávamos candeia à base de querosene. Fazíamos quase tudo enquanto havia luz do dia. À noite, sentávamos para ouvir e contar histórias. Minha mãe contava várias (tempo bom esse)...
Uma delas era sobre um homem que usava uma capa longa e preta. Naquela época, os homens se reuniam na venda, para beber e contar causos. Esse homem gostava muito de desafios e os outros o desafiavam a ir no cemitério e pregar um prego num túmulo. Mas não era em qualquer horário, era na madrugada, quando praticamente todos já haviam se recolhido.
Ele entrou no cemitério, logo depois da meia-noite. Calafrios percorriam seu corpo, suas pernas tremiam quase incontrolavelmente. Uma coruja piou, entre os túmulos um tatu se movimentou. Seu sangue gelou nas veias. Era terrivelmente assustador. Onde ele teria que pregar os pregos não era um túmulo qualquer. À época, contava-se causos de um coronel muito malvado, que viveu muitos anos no povoado. Os habitantes morriam de medo só de mencionar o nome dele.
Ele teria que pregar um prego, mas para provar que era muito corajoso resolveu pregar três. Quando foi se aproximando do túmulo, a coragem foi fugindo. Aí veio o pavor, mas como não podia desistir, teve que seguir em frente.
Chegando na hora de pregar os pregos, veio a parte mais difícil, pois suas mãos tremiam muito, mal podendo segurar os pregos. Deu a primeira martelada, a segunda e a terceira... O sangue gelando nas veias, mas finalmente conseguiu.
Terminando a empreitada, ele desesperado queria ir embora. Ao tentar sair, com as pernas trêmulas, não conseguiu... Algo o segurava! Foi então que entrou em pânico, tentou correr desesperadamente, mas sua capa estava presa. O pavor tomou conta dele e, então, caiu.
No dia seguinte, foram procurar por ele e o encontraram morto no cemitério, com a expressão de terror no rosto. Morreu do coração. Tinha pregado a própria capa no túmulo, sem perceber, e achou ter sido uma alma penada que o segurava.
Carimbado com
sangue.
domingo, 12 de janeiro de 2025
RELAÇÕES SOCIAIS E INSTITUIÇÕES DE PODER
RELAÇÕES SOCIAIS E
INSTITUIÇÕES DE PODER
Prof. Gilvan
Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
Blog: profgilvanteixeira.blogspot.com.br
Nem
sempre é fácil ou prazeroso seguir regras, não é mesmo? Ainda assim, elas são
necessárias, indispensáveis numa sociedade, desde as mais simples (povos da
floresta, por exemplo) às mais complexas. Obviamente, numa sociedade
democrática, as regras precisam ser oportunas, justas, factíveis e necessárias,
por exemplo, jamais violando direitos humanos básicos e fundamentais. As
principais instituições responsáveis por ditarem as regras são a família (mais
antiga dentre todas), a Igreja, o Estado e a escola. Importante lembrar,
contudo, que algumas dessas regras são erga omnes (as do Estado) e
outras não.
As
regras, assim como quem as dita, passaram e seguirão passando por mudanças. Não
surpreende! A família no mundo ocidental, por exemplo, no passado era vista
como uma instituição “natural”, “biológica” e “imexível”, diferentemente da
concepção moderna que vê a família de forma muito mais ampla, abrindo espaço
para as relações monoparentais e homoafetivas, por exemplo. Hoje, a instituição
“família” é vista nas chamadas sociedades democráticas como “cultural”, “histórica”
e, portanto, “mutável”. Todavia, a família hodierna e a de tempos pretéritos
têm em comum o fato de serem espaços “paradoxais”, onde podem preponderar o
respeito, o amor e o afeto ou, por outro lado, podem ser fonte de dor e
sofrimento. Infelizmente, a maior parte da violação de direitos contra mulheres,
idosos e crianças, por exemplo, ocorrem no seio familiar.
Outra
instituição do mundo ocidental que mudou muito foi a Igreja (católica). Deixou
para trás o triste, vergonhoso e inaceitável papel que exercia na Idade Média
para se tornar – apesar dos inúmeros problemas (dos quais nenhuma denominação
religiosa está a salvo, importante dizer) – importante ferramenta de luta pela
justiça social.
As
“mudanças nas regras do jogo” institucional acompanham de forma dialética as
questões de ordem moral. Exemplo disso é a escravização que, noutros tempos,
era tida como aceitável e hoje é vista na maioria dos países como algo hediondo
e criminoso. O próprio Estado que a legitimava, impulsionava e, por vezes,
patrocinava, também foi se modificando ao longo do tempo. Deixou para trás sua
forma “absolutista” e deu lugar ao que conhecemos como Estado de direitos.
Na
construção de uma sociedade democrática têm sido fundamentais as organizações
sociais, como os sindicatos, as ONGs e os grêmios estudantis. Apresentam
problemas? Claro, sem dúvida, afinal refletem – assim como o Estado, a Igreja,
a família, etc. – o que somos enquanto sujeitos e sociedade. Indivíduos e
sociedades eivadas de vícios jamais construirão instituições confiáveis, justas
e solidárias. A responsabilidade da cidade/estado/país que temos é de cada um e
cada uma. Precisamos, como filhos, pais, alunos, professores, empregados,
patrões, eleitores, mandatários de cargos públicos, fazer o nosso melhor.
DISCURSO PARANINFO BLOCO 9A 2024/2
DISCURSO PARANINFO
BLOCO 9A 2024/2
Prof. Gilvan
Teixeira
Boa noite!
Vinte e dois formandos do Bloco 9A
da EJA Semipresencial da EMEB Fidel Zanchetta. No mínimo, vinte e dois excelentes
motivos para que, definitivamente, o Ensino de Jovens e Adultos no município de
Cachoeirinha seja visto e tratado com seriedade, competência e responsabilidade
por quem está à frente da Administração Pública. Afinal, o aluno da EJA é o
retrato mais fiel de uma sociedade excludente, que dá as costas para uma infinidade
de jovens e adultos, homens e mulheres, que têm em comum – quase sempre – um
passado difícil, mas sobretudo um olhar que revela esperança. Aqui, nesta
noite, temos vinte e dois exemplos de resiliência, força, dedicação, superação
e vontade, muita vontade de vencer. Vinte e duas histórias de vida, cada
uma com suas peculiaridades. Por detrás de cada um desses formandos, famílias
(pais, mães, irmãos e irmãs, filhos e filhas, além de muitos amigos) que, mesmo
indiretamente, contribuíram na jornada. Até porque, importante lembrar, não fazemos
história sozinhos, mas com o “outro”. Sim, vinte e duas razões para que
nós professores, Orientadora, Supervisora, Diretores e todos os que carregam a
escola nas costas, não desistamos, em que pese muitos motivos para fazê-lo. Queridos
formandos, vocês dão sentido à escola! É por vocês que seguimos lutando por uma
EJA de qualidade, pois acreditamos que somente por meio da educação é que
alcançaremos o verdadeiro e pleno desenvolvimento econômico e social.
Meus amados e amadas, chegamos ao final de
um ciclo. Não é o primeiro e nem, tampouco, deve ser o último. O “canudo” de
conclusão do Ensino Fundamental só aumenta a responsabilidade de cada um e cada
uma de vocês, seja na busca de mais escolarização (Ensino Médio, curso técnico
ou superior, por exemplo) e/ou de uma melhor oportunidade no mercado de
trabalho, seja ainda e sobretudo como cidadãos participativos, críticos, jamais
omissos ou acomodados diante das injustiças sociais. Nada cai do céu, não
existem “heróis” ou “salvadores da pátria”. A transformação começa por ti, por
tuas escolhas. Faça-as bem, portanto!
Finalmente, agradeço o carinho e paciência de vocês com este velho, mas sempre apaixonado Professor. Desejo, de coração, muito sucesso na vida e que carreguem boas lembranças da EJA Semipresencial da EMEB Fidel Zanchetta, que tão bem os acolheu. Deixo aqui, uma homenagem especial ao Prof. José Ricardo Boff e, ao fazê-lo, homenageio todos os profissionais que atuam na Educação de Jovens e Adultos não apenas em nossa escola, mas no município de Cachoeirinha, inclusive aqueles que – infelizmente – estão sob a ameaça de perderem seus postos de trabalho. Muito obrigado!
LIBERDADE
LIBERDADE
Prof. Gilvan
Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog:
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Somos
livres? Difícil responder, até porque existem muitos conceitos para o termo “liberdade”.
Apesar disso, importante lembrar que – a contrário dos demais animais – o homem
conta com o que chamamos de “capacidade simbólica”, ou seja, não está adstrito
apenas à programação genética. É a capacidade simbólica que garante as mais
variadas idiossincrasias culturais e nos torna “únicos”. Dela depende a maior
parte de nossas ações e todos os “valores” que conhecemos: ética, solidariedade,
honestidade, empatia, responsabilidade, alteridade, resiliência, etc..
Daí
a importância, por exemplo, da democracia, pois somente por meio dela uma
sociedade garante a pluralidade de ideias e posicionamentos, ainda que estes últimos
sejam “desconfortáveis” aos nossos olhos. Infelizmente, nosso país tem sua
história marcada pela instabilidade das instituições. Prova disso é a
alternância de inúmeras Constituições ao longo de nossa história: 1824, 1891,
1934, 1937, 1946, 1967, 1969 (?) e 1988, sendo que metade delas “outorgadas”
(metidas “goela abaixo”). A liberdade, ainda que limitada (sempre o será, de
alguma forma...), é uma importante marca das democracias modernas,
diferentemente do que ocorre nos países que têm à frente governos autoritários.
A
liberdade jamais é “absoluta”! Exemplo disso é a liberdade de ação. Esta é obstaculizada
– às vezes mais, às vezes menos – por questões de ordem natural, material,
legal, etc.. Por outro lado, ela também não é “nula”, pois apesar de todas as
dificuldades, estas podem ser, ao menos em parte, superadas. A preocupação com
aa liberdade de ação é antiga, como podemos ver em pensadores como Hobbes (1588
– 1679) e Locke (1632 – 1704).
A
liberdade de vontade caminha no mesmo diapasão. Até que ponto a vontade é “minha”,
“tua” ou “nossa”? Difícil estabelecer o limite entre o que é por assim dizer “autêntico”,
personalíssimo, e o que é fruto da vontade alheia, das instituições por
exemplo. Aqui, lembramos dois filósofos que se debruçaram sobre o tema: Santo
Agostinho (354 – 430) e Sartre (1905 – 1980). Dentro desta questão
da liberdade de vontade, importante salientar a influência dos chamados
aparelhos repressivos e ideológicos do Estado.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025
SOCIOLOGIA: INTRODUÇÃO
SOCIOLOGIA:
INTRODUÇÃO
Prof. Gilvan
Teixeira
e-mail: profpreto@gmail.com
blog:
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Como podemos definir Sociologia? Uma das formas é aquela que a associa à ciência que estuda a sociedade. Fácil, não é mesmo? Nem tanto... Afinal, a sociedade é algo complexo. Daí a importância da interdisciplinariedade, onde a Sociologia dialoga com outras ciências, como a História (estuda o passado para compreender o presente) e a Geografia (estuda o espaço e nossa ação sobre ele), por exemplo. Até porque – importante lembrar -, tais ciências têm muito em comum, como por exemplo a preocupação e compromisso com o desenvolvimento da cidadania. Esta baseia-se no binômio “conhecimento” e “exercício” dos direitos/obrigações, binômio este quase sempre ausente em nosso país, infelizmente.
O conhecimento sociológico mostra-se fundamental na compreensão e enfrentamento dos históricos e graves problemas nacionais. Má distribuição de renda, corrupção, precariedade do ensino, insegurança, impunidade, caos na saúde, confusão entre público e privado são algumas das mazelas tão comuns por aqui, mazelas estas que vão muito além do maniqueísmo político-ideológico, direita-esquerda, governo-oposição.
Apesar
de não ser uma ciência “exata”, a Sociologia prima pelo chamado método
científico, onde não deve haver espaço para o “achismo” e “senso comum”. O
sociólogo não é “neutro”, mas deve buscar a “desfamiliarização” (imparcialidade)
em nome do profissionalismo.
FILOSOFIA: INTRODUÇÃO
FILOSOFIA: INTRODUÇÃO
Prof. Gilvan Teixeira
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Muitos são os conceitos para o termo “Filosofia”, dentre eles aquele que a vê como o apego ao conhecimento, a busca incessante para compreensão da existência humana, por demais complexa, fundada num “saber racional”. Para este, a pesquisa permanente é imprescindível, já que a Filosofia não busca respostas definitivas, muito pelo contrário, ela – por meio da “análise” e da “síntese” – trabalha com a “desconstrução” e “reconstrução” das ditas “verdades”.
A “desconstrução” filosófica proposta por Heidegger (1889 – 1976), por exemplo, não deve assustar. Não atenta contra a religião ou a moral, apenas lança um olhar reflexivo sobre as mesmas. Objetiva, não destruí-las, mas questioná-las à luz do pensamento racional. O senso comum e suas pretensas verdades representam a principal “matéria-prima” para análise filosófica. Daí o histórico conflito entre a Filosofia e os governos autoritários, já que estes últimos tendem a atacar qualquer pensamento crítico que os conteste ou desabone.
A Filosofia que normalmente trabalhamos em aula é a da vertente ocidental, tendo na Grécia Antiga um de seus principais expoentes. Antes dela, os homens buscavam explicar seus dilemas existenciais por meio da mitologia que, por sinal, teve importante papel na construção do pensamento humano. A Filosofia – por meio do pensamento lógico e racional – buscou outros caminhos (que não o dos “deuses”) para compreensão do homem e da natureza. É bem verdade que o rompimento dos limites da “caverna” (ver Platão, 428-347 a.C.) não é tarefa fácil, pois exige coragem e determinação.
A
Filosofia não é mito e nem tampouco ciência. Ela é uma espécie de “devir”,
um eterno “perguntar”. Como bem diz Cortella (1954 - ...),
a principal marca da Filosofia é o “carimbo da interrogação”, lida com
os “porquês” e não com os “como” (ciência). Daí sua importância, por exemplo,
numa verdadeira democracia. O pensamento filosófico dialoga com o diferente,
com o aparentemente contraditório, numa incessante busca da verdade. O
verdadeiro filósofo precisa e valoriza o outro, pois é na intersubjetividade
que nos constituímos como sujeitos.
segunda-feira, 19 de agosto de 2024
"TRAILERS" DOS CURTAS DOA ALUNOS 2024: SOBRA CRIATIVIDADE E DEDICAÇÃO... PARABÉNS!
Os trailers a seguir são fruto do trabalho desenvolvido no primeiro semestre de 2024, no Colégio Universitário Cachoeirinha e Instituto São Francisco Santa Família, nos componentes de Itinerário Formativo (Sociedade e Sustentabilidade), Sociologia e Filosofia. Gratidão aos meus queridos alunos pelo emprenho, capricho e criatividade. Espero que gostem...
1- https://www.facebook.com/share/v/GHsiQ6wFnGyEUqiy/
2- https://www.facebook.com/share/v/XHp7bRADxSSzHSU6/
5- https://www.facebook.com/share/v/QustXWvLEawqA3Ws/
7- https://youtu.be/YZHjS7_SkK4?
8- https://youtu.be/yOC0vi-_L18?si=kPNjwQoafK5TtX3J
9- https://youtu.be/mY5kwDKqtGk
terça-feira, 19 de março de 2024
PENSAMENTOS - JANEIRO E FEVEREIRO 2024
Para ter acesso às postagens originais (com imagens), acesse:
https://www.facebook.com/gilvan.andradeteixeira/?locale=pt_BR
07/01/24 - Quem somos? Um ínfimo grão de areia no Universo. Por que então tamanha arrogância, prepotência, egoísmo, vaidade, individualismo, violência contra si e em relação ao outro? Por que espezinhar o sentimento alheio, menosprezar, discriminar, alienar? Por que a acumulação doentia de penduricalhos incapazes de nos tornar imortais ou sequer garantir alguns segundos de vida a mais? Afinal, a morte é certa para quem esbanja e para quem passa fome. Assim como é inevitável para o letrado e iletrado, para o patrão e o empregado, para o fazendeiro e o sem-terra... O que nos diferencia, senão a capacidade de darmos sentido à vida? Ainda que seja frágil, passageira e marcada por obstáculos de todo tipo. Onde encontrá-lo? Numa esperança pós-morte? Pode ser, mas não basta! O sentido precisa ser atribuído e conjugado, também, no presente, no respeito e cuidado consigo e com os outros, na relação que estabelecemos com nosso meio. Afinal, nossa "casa" precisa disso... Grande beijo!
07/01/24 - "As instituições permaneceram íntegras". A frase que ouvi num conhecido programa de televisão, alusiva ao fatídico oito de janeiro de 2023, a dos ditos "atos golpistas", traz uma série de perigosos equívocos. O principal deles é aquele que passa a ideia de que nossas "instituições" são "íntegras". De que instituições estamos falando? De que integridade estamos tratando? No Brasil, historicamente, o Estado sempre esteve e está nas mãos de grupos políticos e econômicos que jamais representaram ou representam o interesse da maioria da população. Grupos que perpetuam privilégios e fazem dos espaços públicos um balcão de negócios, mera extensão dos interesses particulares, em prejuízo do interesse público. Qual serviço público funciona a contento neste país? Saúde, educação, segurança, saneamento, transporte? Nenhum! Conhecidas famílias fincadas no coronelismo e no cabresto seguem dando as cartas. Executivo, Legislativo e Judiciário neste país são um retumbante fracasso, servindo a interesses outros que não aqueles por nós desejados. O dinheiro público que falta nas incontáveis favelas e cortiços, sobra nos palácios, gabinetes e tribunais. O Estado brasileiro nunca foi e nem tampouco é "íntegro". O que temos, ao longo da história, é - por vezes - uma reacomodação de interesses, mas sempre espúrios e nada republicanos. Sai a banda podre, entra a banda fétida. Da dança das cadeiras, a maioria não participa. Da "festa", quem paga a conta (eu e tu) não é convidado. Portanto, o oito de janeiro de 2023 é apenas mais um, dentre tantos outros, tristes e lamentáveis, mas não surpreendentes, capítulo da vergonhosa trajetória desta republiqueta chamada Brasil. Abençoada semana a todos...
09/01/24- Equador, de joelhos diante do crime organizado. Só lá? Absolutamente... Por aqui, é notório, a situação não difere. O crime organizado, há muito vem dando as cartas do jogo, seja por meio da violência, seja ainda através da cooptação de agentes públicos, financiamento de campanhas eleitorais, compra de decisões judiciais, dentre outros... Controla presídios, garante privilégios às lideranças, suborna servidores... Divide cidades, das menores às maiores, como se presas fossem (não são?) Mostra-se presente em todos os Poderes, aberta ou sorrateiramente. Estabelece a pena de morte, decidindo quem vive ou não! O crime organizado se alimenta e ganha força na mesma medida da desorganização e patetice do Estado. A impunidade, clara e inequívoca neste país, leveda a insegurança da população e recrudesce o poder das facções. As cracolândias atestam a incompetência do Poder Público e leniência estatal frente ao poder do tráfico. As veias da América Latina seguem abertas, sangrando, reproduzindo o histórico desprezo com nossa gente. Grande abraço!
10/01/24 - Moralidade e legalidade. Ética e legalidade. Apesar da insistência de muitos, seja por ignorância, seja ainda de forma proposital, em confundirem os conceitos, estes são por demais distintos. A normativa legal deveria caminhar na mesma direção da moral (temporal e espacial) e, principalmente, da ética (valores universais e atemporais). Contudo, não é o que se vê, em especial nos países que teimam em trilhar outros caminhos que não o da verdadeira democracia (não este arremedo que por aqui temos). No Brasil tem sido assim! A incessante, confusa, contraditória e excessiva produção legislativa faz do país um manicômio "legal". Não por acaso, nossos Tribunais Superiores terem caráter eminentemente político e não técnico. Cabe, via de regra, ao Executivo definir o perfil de "louco" a ocupar o STF e STJ, por exemplo... Não fosse assim, como dar conta de decisões, em última instância, sem ferir os princípios teóricos (só teóricos!) da Magna Carta? Da mesma forma o Legislativo. Cabe a este, quase sempre, a elaboração de leis (ultimamente, com o auxílio - quando não protagonismo - da chamada inteligência artificial, quiçá para compensar a falta de inteligência dos parlamentares...), muitas delas sem nenhuma relevância e menos ainda voltadas ao interesse público. A estupidez do Estado brasileiro ajuda a explicar o porquê do dito "Estado paralelo" (crime organizado) estar, cada vez mais, suplantando o "Estado oficial". Este tem, a olhos vistos, pedido a bênção daquele para agir... Tudo isso para lembrar, meus queridos amigos e amigas, que o respeito ou desrespeito à lei não significa, necessariamente, violação aos princípios da ética e da moralidade. Torço para que tenhamos um país onde o Estado e seu arcabouço jurídico caminhem na mesma direção, a da ética, e que os direitos gravados na Constituição de 1988 deixem o campo do discurso e se materializem. Beijo no coração de vocês!
11/01/24 - A indicação de Lewandowski para o Ministério da Justiça não surpreende e só confirma a ululante certeza de que no Brasil a separação de Poderes, defendida por Montesquieu e garantida nas verdadeiras democracias modernas, não passa de discurso. Farinha do mesmo saco, como reza um conhecido ditado popular! Assim são os grupos políticos (sim, o Judiciário é parte desse jogo) em nossa republiqueta. O atual chefe do Executivo e o antigo Ministro do STF apenas estão colhendo os frutos da promiscuidade entre os Poderes. Como não desconfiar da imparcialidade de uma Corte cujo membros foram escolhidos por critérios eleitoreiros e político-partidários? Quem fiscaliza quem? Quem cuida do "galinheiro", senão a raposa? Perde o Brasil! Perdemos nós! Grande beijo no coração.
20/01/24 - Pena de morte a todo agente público corrupto, lacaio, que tergiversa com a verdade... Pena de morte ao agente público que mantém seus privilégios por meio do engodo, da maracutaia, da negociata, da troca de favores, do nepotismo. Pena de morte ao agente público que lesa o contribuinte por meio de processos licitatórios fraudulentos, onde as cartas marcadas - embora por todos conhecidas - seguem no baralho, sob olhar omisso de quem deveria fiscalizar. Pena de morte ao agente público, concursado ou não, engravatado ou togado, que faz do cargo/função trampolim para obtenção de dividendos que ofendem à ética e moralidade públicas. Pena de morte ao agente público que por ação ou omissão contribui para perpetuação da infame desigualdade social. Pena de morte ao agente público que não cumpre com as promessas feitas em período de campanha eleitoral. Pena de morte ao agente público que frauda o ponto, foge do trabalho como o diabo foge da cruz, rasga o Regime Jurídico e mantém-se na função por outros meios que não o mérito. Pena de morte ao agente público que, dolosamente, faz mau uso dos recursos públicos, contribuindo para a manutenção e agravamento dos já péssimos serviços prestados à população. Pena de morte ao agente público que faz do ordenamento jurídico ferramenta de dominação e expropriação da população já sofrida. Pena de morte ao agente público que anda de mãos dadas com o tráfico e crime organizado. Matemo-los todos por inanição! Aos que detêm mandatos , retire deles o teu voto. Aos acobertados pelo manto do concurso, busque os teus direitos! Denuncie, pressione, processe... Seja esta a pena capital a essa praga que, infelizmente, vem contaminando os espaços públicos, maculando a imagem daquela parcela de servidores (maioria) que cumpre, zelosa e competentemente, com suas obrigações. A estes meu fraternal abraço!
21/01/24 - A falta de energia e água em vários municípios gaúchos - milhares de residências, há quase uma semana sem tais serviços básicos - atesta, inequivocamente, a INCOMPETÊNCIA não apenas das prestadoras de serviços, mas também do Poder Público. Importante ressaltar que, vergonhosa e infelizmente, há muito comumente um conluio entre interesses de tais empresas e daqueles que deveriam representar a população. Do contrário, como explicar a omissão de quem deveria fiscalizar e punir o desserviço dessas empresas? Como explicar tamanha letargia? Sobra discurso, porém falta prática. Abunda a covardia, carece seriedade e transparência! Mais fácil atribuir a responsabilidade às mudanças climáticas do que admitir a necessidade de mudança de postura frente ao interesse público. Faça de teu voto ferramenta para mudar essa prática tão comum como criminosa. Minha solidariedade a todos os que já não suportam carregar o fardo do descaso do Poder Público!
22/01/24 - Quem pagará a conta? Sim, quem arcará com o prejuízo individual e coletivo em decorrência da falta de água/luz? Sugiro, como forma de protesto, sejam levados os produtos estragados (alimentos, eletrodomésticos, etc.) para frente da Prefeitura de tua cidade, da Câmara e do Fórum... Uma forma de demonstrar teu descontentamento diante deste Estado que nem de perto cumpre com sua função. Faça isso! O fétido cheiro combinará com o estado de putrefação dos serviços públicos, do descompromisso do Legislativo e incompetência do Judiciário. Abraço!
22/01/24 - Este ano teremos eleições municipais. Serão escolhidos vereadores e prefeitos. Lanço um desafio. Vamos arrancar TODOS os vereadores da Câmara da cidade, como demonstração de absoluto descontentamento em relação à forma como conduziram o mandato. Renove o Legislativo e dê um recado claro de que a Casa do Povo não é covil para incompetentes e descomprometidos com o interesse público. Da mesma forma no que diz respeito ao chefe do Executivo municipal. Arranque-o da cadeira e deixe oxigenar o poder. Vote em novos nomes, homens e mulheres que, comprovadamente, demonstrem compromisso com a população, especialmente a que mais precisa. Exija do teu candidato que acabe com a farra dos Cargos em Comissão (CCs) e FGs sem qualquer critério técnico. Mande as famílias tradicionais, que ano após ano fazem dos espaços públicos extensão da própria casa, para onde jamais teriam que ter saído: o sepulcro do esquecimento. Abraço a todos os indignados!
23/01/24 - Paz duradoura na Palestina! Não haverá... Os discursos bem articulados de importantes lideranças como do Papa Francisco, dos Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, da ONU, dentre outros, são palavras jogadas ao vento, sem NENHUM resultado prático. Não haverá paz duradoura na Palestina! Importante lembrar tratar-se de uma região em litígio eterno, conflito este alimentado por inúmeros interesses políticos, econômicos, religiosos, militares, estratégicos... A única verdade nua e crua, impossível de ser escondida sob os escombros da propaganda milionária a criar narrativas que dançam conforme a música, é que trata-se de uma geopolítica da maldade, onde a principal vítima é a população cívil: israelense e árabe (predominante na Palestina). Confiar em quem? No Hamas, grupo terrorista? No governo de Israel, em busca de um controverso e criminoso "espaço vital"? Nos Estados Unidos, país mais beligerante dos últimos cento e cinquenta anos? Na Rússia, governada por um mal disfarçado ditador há mais de vinte anos no poder? Na ONU, refém do poder de veto dos "bonitos" do Conselho de Segurança? Não haverá paz duradoura na Palestina! Ao que tudo indica, Abraão seguirá pranteando a infindável desavença entre seus filhos e a Palestina (hoje a Faixa de Gaza, e amanhã?) afundanda num mar de sangue. Abraço a todos os que, de fato, buscam a paz!
23/01/24 - Fundo Eleitoral, uma vergonha! Votado e, obviamente, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo Presidente, o Fundo atesta a serviço de quem está o Estado no Brasil. Da população? Não... Está, isto sim, a serviço daqueles que historicamente surrupiam os recursos públicos. Mudam a bandeira, o discurso, a sigla partidária, mas o resultado é sempre o mesmo! O Fundo Eleitoral é um deboche, verdadeiro tapa na cara do contribuinte que sustenta a corja. O Presidencialismo de coalizão parece justificar toda e qualquer maldade. Em nome da governabilidade (leia-se troca de favores), vende-se a alma ao Diabo! Neste país, ele tem nome e sobrenome... Grande abraço a todos!
23/01/24 - Nova Roma do Sul, município do interior do Rio Grande do Sul, prova ser possível um novo jeito de fazer política. Romper com a burocracia (esta não é garantia de eficiência, lisura e transparência) estúpida a alimentar agentes públicos despreparados, com os descaminhos e maracutaias tão comuns nos processos licitatórios e emendas parlamentares. Estas, importante lembrar, há muito vêm sendo usadas como moeda de troca entre os Poderes (especialmente, Executivo e Legislativo) e manutenção dos currais eleitorais. A população do pequeno município gaúcho optou por trilhar outro caminho! Arregaçou as mangas e, em tempo recorde e a um preço infinitamente menor do que o orçado pelo governo estadual, construiu a ponte tão necessária ao escoamento da produção e deslocamento de sua gente. Assumiu o protagonismo e fez valer o real sentido da política! Parabéns e que a iniciativa de Nova Roma do Sul sirva de exemplo a todos nós.
23/01/24 - O IBGE mudou, novamente, o nome dos "aglomerados subnormais". Voltaram a ser chamados de "favelas" e "comunidades urbanas". Interessante como no Brasil gostamos de palavras de efeito! Na prática, o que mudou ou mudará? Absolutamente nada! O serviço público continuará não chegando em tais comunidades. Seguirão elas reféns do tráfico e do crime organizado. Continuarão convivendo com a falta de infraestrutura básica. Permanecerão à margem de uma sociedade preconceituosa e excludente. A volta à denominação "favela", tenham certeza, mais soa como brincadeira de mau gosto, uma forma de "mudar" sem mudar... Simples assim! O que essas comunidades precisam é de dignidade, geração de renda, segurança, saúde, educação de qualidade. Discursos e jargões não trazem qualquer alívio à vida desses valorosos brasileiros. Beijo no coração de todos, favelados ou não, moradores de aglomerados subnormais ou "normais" (kkkkkk, onde estão estes últimos?).
24/01/24 - Ratos! Estão por toda parte. Especialmente onde abunda a sujeira! Alguns usam gravata, outros toga... Os espaços públicos estão cheio deles. Multiplicam-se em ano eleitoral, infestando os corredores e gabinetes. Correm de um lado para outro em busca de uma cadeira, de preferência com um belo encosto, onde possam pousar para selfies. Atrapalham o serviço público, mas seguem agarrados a seus Cargos em Comissão e Funções Gratificadas, quase sempre bem gordinhos. Alguns desses ratos mal aparecem nas repartições, sequer à noite, o que os diferencia das demais espécies. Sabem, isso sim, é sacudir bandeiras e propagar nas redes sociais a narrativa oficial de quem os sustenta, ainda que por meio de recursos de terceiros. Os ratos transmitem não apenas doenças (preguiça, indolência, ignorância, puxassaquismo, incompetência, etc.), mas impregnam o ambiente com o cheiro fétido de um sistema viciado. Alguns ratos têm pedigree, carregam sobrenome de ratazanas tradicionais que, ano após ano, não largam o queijo. Existem ratos boçais e até mesmo os que carregam sob as patas diplomas e certificados. Feito fantasmas, surgem muitas vezes do nada! Num piscar de olhos estão aqui e acolá. A quantidade deles é diretamente proporcional à saúde do tecido social. Este, quanto maior o estado de putrefação, mais sofre com a praga. Ratos não convivem bem com a luz da transparência e menos ainda com a promoção através do mérito. Como detê-los? Desratizando os espaços públicos, separando o joio do trigo, fazendo valer o poder do voto para colocar nos postos estratégicos homens e mulheres comprometidos com o interesse público, com a ética e com a defesa dos princípios norteadores da Administração. Beijo no coração!
25/01/24 - Santa Catarina, dezessete prefeitos presos em pouco mais de um ano! Apesar do estado vizinho colocar o Rio Grande do Sul no bolso em termos de crescimento econômico e desenvolvimento social, apresenta alguns sérios problemas em comum. A corrupção, sob várias formas, é um deles. Até quando seguiremos sustentando e reproduzindo esses vícios? Reza um ditado popular que cada povo tem o governante que merece! Não deixa de ser uma verdade, ao menos em parte. Mantemos a bandidagem no poder quando votamos mal, por exemplo. Urna, importante lembrar, não é penico. Precisamos deixar de fazer dela a latrina que conduz e reconduz chefes do Executivo e membros do Legislativo Brasil afora. É legítimo reclamar dos péssimos serviços públicos? Sim, porém insuficiente e incoerente. Afinal, colhemos aquilo que semeamos. Semear tua confiança por meio do voto equivocado, impensado, trocado por brindes ou por uma mamada nas tetas de uma Secretaria custa caro, muito caro. Não apenas para ti, mas para toda sociedade. És, portanto, corresponsável pela falta de vagas nas escolas, péssimo atendimento nos postos de saúde, escassez de leitos nos hospitais, tributação insana e irresponsável sobre o contribuinte, multiplicação de sanguessugas nas repartições públicas, licitações fraudulentas, problemas no fornecimento de energia e água, vias públicas esburacadas feito queijo suíço e tantas outras fragilidades por todos conhecidas e vividas (exceto a casta privilegiada formada pelos "donos do capital" e alguns poucos servidores públicos). Sejamos, portanto cuidadosos, zelosos e criteriosos na escolha daqueles que, em tese (quase sempre, apenas em tese) irão nos representar. Faça do teu voto uma poderosa arma, não contra tua cabeça, mas contra os reais inimigos. Grande abraço!
25/01/24 - Brumadinho... Janeiro de 2019, lembram? Duzentos e setenta vidas ceifadas pela irresponsabilidade de alguns, sob olhar omisso do Estado. Ninguém, eu disse, ninguém foi ainda responsabilizado. A falta de celeridade do Judiciário (para julgar em causa própria é rápido feito raio) faz doer ainda mais a lancinante dor do interminável luto dos familiares. A ultrajante impunidade ofende o Direito (neste país, mera ficção) e atesta a pífia qualidade de nossa fajuta República. Espero que o sangue das vítimas caia sobre cada um dos que, por ação e/ou omissão, contribuíram para o infame crime ocorrido há meia década. Abraço nos corações enlutados!
26/01/24 - Licitações, uma das principais portas de acesso e reprodução da corrupção. Falhas por todos os lados, desde a abertura do processo licitatório, passando pelo acompanhamento, desdobramento e fiscalização. Os setores responsáveis, muito comumente, deixam a desejar, seja por incompetência, seja ainda por "vocação" criminosa. Cartas marcadas, critérios suspeitos objetivando direcionar o processo em benefício de determinada "empresa" (muitas vezes, de fundo de quintal), adesão à Ata de preços de outros entes sob argumento, por vezes, falacioso de agilizar o trâmite, etecétera... Falta planejamento, seriedade e espírito público! As consequências não poderiam ser mais trágicas... Serviços essenciais (coleta de lixo, construção e reforma de escolas, pavimentação, iluminação, por exemplo) viram um banquete para determinados grupos. Prepondera a triste lógica do "toma lá, dá cá", de "uma mão lava a outra"... O recurso público, que deveria ser sagrado, é desviado para o crime organizado e retorna, em parte, para o financiamento de campanhas eleitorais. Simples assim... Recruta-se um exército de agentes "cegos, surdos e mudos" que ao fazerem vistas grossas ao problema acabam por banalizar o que deveria ser execrado. Daí a importância do papel dos órgãos fiscalizadores. Não podem condescender com o círculo vicioso da malversação do dinheiro público. Grande e fraternal abraço!
26/01/24 - Separação de Poderes? No Brasil, é balela! O princípio trazido desde o Iluminismo é um faz de conta por estas terras. Vejamos... Quem indica os Ministros da Suprema Côrte? O Executivo, com aprovação (em troca de recursos) do Legislativo. Nos níveis estadual e municipal, regra geral, a mesma lógica perversa. Quem comanda, em geral, as Secretarias? Figurinhas indicadas pelos partidos políticos que compõem a tão falada "base" que dá sustentação ao chefe do Executivo. Como haver, portanto, independência entre os Poderes? Não existe almoço de graça na política! Mente quem tenta te convencer do contrário. Por vezes, é verdade, o conluio sofre turbulências, puxadas de tapete e golpes palacianos. Quem outrora era "situação" vira "oposição". Sequer ficam ruborizados. Pudera, afinal na cara de pau deles não corre sangue, mas a seiva da negociata e defesa de interesse privado e/ou de grupos. Não por acaso, filhos e apadrinhados de figurinhas timbradas ocupam - quase sempre sem nenhum mérito - espaços privilegiados em inúmeras repartições públicas. O que deveria ser espaço do cidadão vira covil de interesses espúrios, cabide de emprego e moeda de troca entre os que fazem da política ferramenta de criação e perpetuação de privilégios. É, o século das luzes parece não ter chegado por aqui... Talvez com ele venha, também, a necessária guilhotina a "cortar cabeças" daqueles que insistem em escantear e explorar nossa gente! Beijo no coração.
27/01/24 - Onze anos desde a tragédia anunciada da Boate Kiss, onde duzentas e quarenta e duas vidas foram ceifadas em Santa Maria, minha cidade natal. O tempo decorrido é um inegável atestado da incompetência do Judiciário brasileiro. Sobram desculpas, explicações jurídicas e outras evasivas que, no fundo, só agravam a dor dos amigos e familiares das vítimas. Quem foi responsabilizado? Importante lembrar que, ironicamente, o Prefeito à época inclusive foi, posteriormente, premiado com uma "boquinha" no governo estadual. No Brasil é assim! Impera a impunidade, em nome do pretenso transitado em julgado. Enquanto isso, é gambiarra para todo lado, até que dê merda! Quantas outros espaços privados e públicos que deveriam ter PPCIs e Alvarás devidamente atualizados não os têm? Quem deveria fiscalizar não o faz. Eventuais tensionamentos, vez por outra, do Ministério Público vão sendo "resolvidos" por meio da procrastinação. Empurra-se com a barriga. Até porque o papel aceita tudo! Até que dê merda... Quando isso acontece, deflagra-se uma verdadeira caça às bruxas. Quase sempre sobra para o estagiário! Difícil medir a saudade e sofrimento de quem perdeu alguém na Kiss. Fácil, contudo, compreeder a revolta e decepção frente ao Judiciário. A falta de celeridade deste último - o que não é novidade - esgaça a ferida e aguça a convicção de que não somos um país sério. Meu sincero abraço aos corações enlutados!
28/01/24 - Firulas! Alguns prováveis candidatos, já de olho no próximo pleito, usam as redes sociais para tentarem convencer o eleitor de que são a escolha certa. Para isso, pegam criancinhas no colo, calçam botas e aventuram-se na lama, carregam peso, cortam galhos de árvores... Enfim, fazem o que, até então, nunca fizeram. Milagre talvez! O certo é que as redes sociais são um convite para quem deseja enganar e para aqueles que se deixam ludibriar. Não por acaso, temos um nível intelectual e de formação política tão pífio. O ensino, de péssima qualidade, atende a determinados objetivos, um deles o de manter o "gado", alegre e sorridente, no corredor do abatedouro. Desconfie, portanto, do agente público que adora os holofotes, que faz da imagem (jamais ela encerra a verdade!) seu material de campanha. Aposte, isso sim, naqueles e naquelas que - mesmo sem a certeza dos dividendos políticos - simplesmente FAZEM, apresentam RESULTADOS, sem jamais perderem de vista a ética e os princípios da Administração Pública. Abração!
29/01/24 - A MALDIÇÃO dos Cargos em Comissão (CCs). Ainda hoje estava lendo uma matéria sobre o caso da capital gaúcha que, mesmo violando a legislação, aumentou os salários dos ditos servidores. Não apenas lá, mas em vários outros municípios e demais entes federados, prevalece a MALDIÇÃO! Condeno, como todos sabem, não o servidor, afinal está no papel dele aproveitar a oportunidade de mamar nas tetas do Estado. Minha indignação é em relação ao Cargo em si, vergonhosa ferramenta usada, quase sempre, com outros fins que não o interesse público. Os Cargos em Comissão, via de regra, atendem a objetivos eleitoreiros, onde mantém-se um exército de tremuladores de bandeiras partidárias, fazedores de bocas de urna, marqueteiros e propagadores da "versão" oficial dos fatos, completamente distinta da realidade e avessa à verdade. Alguns, inclusive, fazem "carreira" como CCs. Vão-se os anéis, ficam eles... Importante lembrar que o CC é um servidor que entrou não pela porta da frente (concurso público), mas por meio do "convite" de alguém. Trata-se, portanto, de um "favor" e, como tal, precisa ser pago. Aí mora um dos principais problemas dos Cargos em Comissão. A forma como se paga a "oportunidade" oferecida. O preço é comumente muito alto, especialmente para a sociedade como um todo. O uso dos Cargos em Comissão, sem obedecer a critérios técnicos, alimenta o círculo vicioso do aparelhamento dos espaços públicos para outros fins que não aqueles que deveriam norteá-los. Abraço a todos!
30/01/24 - A Transparência Internacional apontou o óbvio. A população brasileira vê o país como um antro de corrupção. Mais do que isso! Conseguimos piorar, ainda mais, nos últimos dois anos, a sensação de que o Estado por aqui não é sério. Um dos principais fatores que nos coloca na vergonhosa posição (adoramos, ao que parece, o vexame) é a "confusão" criminosa e nada republicana entre os Poderes. Paira uma profunda desconfiança sobre eles! Por que será? A multiplicação dos Conselhos de Direitos, também lembrado na pesquisa, em nada têm conseguido melhorar o triste quadro. Pudera, muitos deles aparelhados pelos "donos do poder" e seus amigos, distanciando-se por completo do propósito, em tese, esperado. Historicamente, temos demonstrado mais afeição ao discurso do que à prática e resultados. Exemplo disso é a educação. Tecemos os ditos Planos nos níveis federal, estaduais e municipais. Resultado? Pífio, desastroso, vexatório... Somos como o ferreiro que passa a vida inteira a preparar o instrumento, sem jamais usá-lo. O que deveria ser planejamento vira embromação e a ação vira procrastinação. Passou da hora de rompermos o "quadro da dor", deixar no passado as lamentáveis posições nos rankings sombrios da violência, fome, concentração de renda, serviços de educação e saúde, por exemplo. Abandonar o ufanismo do "país do futuro" e darmos atenção ao presente. É neste tempo que conjugamos o comer, estudar, trabalhar, morar, divertir, viver... Abraço aos que são deste tempo!
31/01/24 - Vamos colocar Cachoeirinha na vitrine. Não de forma negativa, como tem sido. Façamos do município um exemplo a ser seguido por todos aqueles que abominam o jeito de fazer "política" neste país. Não vote em NENHUM dos atuais VEREADORES, em especial aos que já tenham exercido dois ou mais mandatos, independente de partido político. Será o recado do eleitor aos membros não apenas do Legislativo, mas também do Executivo. Deixemos claro a quem pertence o poder! Caso não saibas quem são os atuais membros da Câmara, acesse o site desta última.
01/02/24 - Aumento do ICMS sobre combustíveis, gás de cozinha, etc.. Nenhuma novidade! É o velho e tirano jeito de "resolver" o problema de caixa do Tesouro. A política tributária irresponsável e insana neste país atenta contra a vida dos brasileiros, especialmente os mais pobres. Rouba-lhes a pouca comida que têm. Prejudica, ainda, a classe produtiva, inviabilizando muitos negócios (boa parte deles não sobrevive aos dois primeiros anos). Sim, a política tributária no Brasil é criminosa! A falta de correção da tabela do Imposto de Renda, por exemplo, extorque o contribuinte, principalmente o de menor renda. A dita Reforma Tributária, por um lado, tende a simplificar a cobrança de impostos e tributos, mas, por outro, não representa nenhum avanço significativo na diminuição da carga tributária sobre quem sustenta o Estado. Por aqui paga-se impostos de país desenvolvido, mas desfruta-se serviços públicos de país extremamente subdesenvolvido. Temos um Estado que NÃO SERVE, mas SERVE-SE da população. Bom início de fevereiro e abraço aos sobreviventes!
02/02/24 - Passou a valer no Rio de Janeiro, por meio de lei, a proibição do uso de celulares em todas as escolas públicas municipais. A vedação se dá dentro do ambiente escolar, inclusive durante o intervalo (recreio). O uso do aparelho só poderá ocorrer em situações excepcionais descritas no próprio diploma legal. A medida, aparentemente extrema, é bem-vinda. Acredito, contudo, que infelizmente, assim como tantas outras leis neste país, não "pegará". Importante lembrar que já existem muitos estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, por exemplo) e municípios que possuem leis similares, algumas delas com quase duas décadas de existência. Quem as conhece? Quem as cumpre? Ainda assim, ao menos tais normativas instrumentalizam as instituições de ensino para que adotem medidas contra o uso do aparelho nos espaços escolares. O desafio é romper o "faz de conta" e fazer valer a legislação. Para isso, faz-se necessário coragem e firmeza por parte de gestores, professores e famílias. A responsabilidade é de todos!
04/02/24 - No Brasil, existem mais templos religiosos do que escolas e hospitais juntos! É o que diz recente pesquisa... O dado merece profunda reflexão. Do estudo, depreende-se algumas conclusões um tanto que óbvias. A primeira, é que o número de templos vem crescendo de forma estratosférica. Pudera, muitos deles mera forma de arrecadar recursos, lavar dinheiro e abarrotar os bolsos de alguns pilantras travestidos de "líderes espirituais". Nesses casos, é um Evangelho às avessas, onde multiplicam-se não os pães, peixes e vinho, mas o patrimônio de alguns poucos. Até porque, importante lembrar, neste país os templos têm "salvo-conduto" tributário... Quanto ao número de escolas e hospitais, preocupa não apenas o número dessas instituições, afinal a oferta de vagas (especialmente na Educação Infantil) e leitos mostra-se insuficiente. Preocupa, sobretudo, a péssima qualidade dos serviços prestados à população. Nossas crianças e jovens (que conseguem ingressar e permanecer na escola) passam pelos Ensinos Fundamental e Médio e, ao saírem, não detêm as habilidades e competências mínimas necessárias. Já na Saúde, uma infinidade de pessoas aguardam na interminável "fila" de exames, procedimentos e internações, muitas delas encontrando a face, não do médico, mas da morte. Esta, diferentemente do Estado, é "competente" e "pontual". O maior número de templos religiosos frente à quantidade de escolas e hospitais é, portanto, sintomático! Aponta para um país que privilegia não a razão e a ciência, mas a frágil esperança de que o "futuro pertence a Deus". Quem ganha com isso, senão aqueles que terceirizam a responsabilidade do Estado? Aqueles que se locupletam com a fé alheia? Aqueles que se mantêm nas cadeiras do Legislativo e Executivo? Aqueles que sonegam impostos, confundindo deliberadamente os patrimônios privado e da instituição religiosa? A fé, tenho dito, é algo relevante. Ela pode e deve ser conjugada com a razão, pois ambas constituintes da natureza humana. Não deve ser, contudo, ingênua. Não deve, ainda, alienar, aprisionar, servir de cabresto. "A Deus o que é de Deus, a César o que é de César", lembram? As tristes consequências das intempéries (chuvas torrenciais, ventos fortes, estiagem, etc.), falta de vagas nas escolas e de leitos nos hospitais são, sobretudo, resultantes das ações humanas, não divinas. Vontade de Deus? Não! Irresponsabilidade tua, falta de cuidado com o outro e com o meio, incompetência do Estado... Faça, portanto, tua parte! Exerça com ética e inteligência teu papel como pai/mãe, filho/a, professor/a, aluno/a, esposo/a, eleitor/a, trabalhador/a. Abraço!
04/02/24 - Neste ano teremos eleições (Prefeito e Vereadores). Teremos, ainda, em Cachoeirinha/RS pleito para escolha dos gestores das escolas públicas municipais. Em quem votarei? Ainda não sei... Contudo, tenho clareza em quem NÃO VOTAREI!